"Há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida e estes são imprescindíveis"
A frase acima é do dramaturgo Bertold Brecht, ele mesmo um homem imprescindível. E ela se aplica, com toda a propriedade, ao engenheiro Celso Simões Alexandre, até muito recentemente diretor superintendente da TROX Brasil e hoje diretor da TROX Latinoamerica. Opinião esta generalizada pelo mercado brasileiro de ar condicionado e ventilação.
A comprovação deste fato deu-se no último 8 de abril, quando mais de duzentos profissionais se reuniram para uma homenagem a Simões na Der Haus, uma casa de eventos na Vila Olímpia, São Paulo. Não faltaram, inclusive, aqueles que com ele mantém contato pela via institucional, como Ross Montgomery e William Malphus, respectivamente Vice-Presidente e Diretor da Região América Latina da Ashrae.
Não poderia ser diferente. Com 30 anos de TROX, emplacados este mês, Simões amealhou amizades e respeito em todas as áreas e países. Inclusive entre concorrentes. Por esta via, foi presidente da ABRAVA, a principal associação empresarial do país, onde é, ainda hoje, Presidente Executivo de Relações Internacionais. Um cargo criado na exata medida para ele que tantos relacionamentos estabeleceu em todo o mundo, numa rara demonstração de capacidade de articulação.
Uma gestão criativa e produtiva
Mas para alcançar o reconhecimento externo, Simões lutou para mostrar seu valor aos companheiros de TROX. E conseguiu. Na festa estiveram presentes todos os diretores, como Alceu Tomkiw, diretor administrativo financeiro, que foi o porta-voz das homenagens da fábrica de Curitiba; Emílio Guido Fusero, diretor técnico; além, obviamente, de Arnaldo Basile, o atual diretor superintendente.

Der Haus, casa cheia em homenagem a Simões
Estiveram presentes, ainda, todos os gerentes e supervisores, como Marco Adolph, Milton Shimada, Flávio Nascimento, Carlos Alberto Lopes, este com o mesmo tempo de casa de Simões, Raul Pinnow, Siegmar Harry Adolph, entre muitos outros.
Uma homenagem mais do que merecida. Afinal, ainda que tivesse, à época, encabeçado uma empresa com enorme prestígio no mercado brasileiro, como ele mesmo gosta de sempre ressaltar, Simões soube levá-la bem à frente. Basta dizer que em 1981, quando do seu ingresso, a TROX possuía 3000 m2 de área de produção e 800 m2 de escritórios, em Curitiba. Hoje a área fabril ocupa 15.500 m2 e os escritórios 2.200 m2. Em São Paulo, onde se concentra a área de vendas, a empresa saiu de um sobrado com 150 m2 para um edifício próprio com 1.000 m2. Os funcionários que, então, eram 100, hoje são 400.
Mas o trabalho de Simões foi além. Introduziu no mercado brasileiro as Unidades de Tratamento do Ar (UTAs) para aplicações especiais e em salas limpas, como laboratórios, hospitais, indústrias das ciências da vida, entre outras. Na mesma linha, impulsionou a área de equipamentos de fluxo unidirecional e as cabinas de segurança biológica.
Lançou produtos que nem mesmo a matriz conhecia, como as juntas de expansão para atender instalações de fluidos. Seu último grande lançamento foram as vigas frias que climatizam, com grande sucesso, o Salvador Norte Shopping, dentre outras importantes instalações.
Sem dúvida, pode-se dizer que algumas pessoas fazem a diferença e marcam o seu tempo. Celso Simões Alexandre é uma dessas pessoas. Soube marcar não só sua passagem pela TROX Brasil, como todo o mercado, graças a uma contribuição que, mesmo respeitando os interesses da companhia, sempre esteve direcionada a elevar o nível técnico dos produtos e profissionais brasileiros de uma forma geral.